Herschel Walker: Um mito do Intermittent Fasting.

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          Imagine um predador, uma besta explosiva desenhada para matar. Quando eu visualizo isso na minha mente e transfiro isso para uma forma humana, sempre me vem na cabeça um jogador de Rugby ou Futebol Americano. No caso do Futebol Americano eu sempre penso especificamente no Running Back, para quem não está familiarizado com as terminologias do esporte, running back  é a posição em que o jogador normalmente recebe a bola vinda de um passe curto do lançador (quarter back) e corre na direção do campo adversário com o objetivo de ganhar o máximo de jardas possível, diferentemente do wide reciever, que parte em direção ao campo adversário sem a posse da bola, com o objetivo de receber passes mais longos (galera do Futebol Americano, entendam, essa explicação é minimalista porque esse não é um blog de Futebol Americano, e se não gostar foda-se).

          Analisando atleticamente um running back, ele não precisa ser muito alto, como a maioria das posições ofensivas do Futebol Americano exigem, nem tão pesado, apenas o suficiente para não voar no primeiro tranco, porém, eles devem ser velozes como um corredor de 100 metros, fortes como um levantador olímpico, ágeis como um ginasta e ainda ter a clareza mental e a capacidade de tomar decisões em um curto espaço de tempo de um piloto de Formula 1. Tudo isso num único atleta. Velocidade, força, agilidade, e improviso, para mim nada mais que um predador.

          E quando eu penso num running back, eu penso em Herschel Walker, e eu te digo porque, apesar de uma carreira brilhante no College, Futebol Americano Universitário, talvez um dos melhores running backs de todos os tempos, e uma carreira sólida na NFL, liga estadunidense de Futebol Americano, o grande diferencial dele com relação aos outros é a sua rotina diária.

          Primeiramente, Walker é vegetariano, como ele mesmo diz: “É assim que eu me sinto bem, não gosto do desconforto que a carne gera no meu estômago”. Apesar de quando ele visita a mãe, que mora na Geórgia, Estados Unidos, ele acaba comendo frango para não desagradá-la. Como vegetariano, sua dieta se reduz a saladas, sopas e caldos. Agora vem a parte divertida. Advinha quantas refeições ele faz por dia? Algum chute? Seis? Oito? Pelo menos três??? Nenhuma das anteriores. Uma! Que horas? A noite. Recapitulando: Salada, sopa, as vezes frango, 1 vez por dia, a noite. Sim, a foto no início do post é dele. Segundo sua biografia, Breaking Free, lançada em 2008, dificilmente ele come mais do que 1200 calorias por dia. Ele começou essa dieta porque sempre precisou trabalhar e não tinha tempo para almoçar nem tomar café da manhã entre o treino matinal, os estudos e o trabalho. Ah, naquela foto ele estava fazendo sua segunda luta de MMA, foi em 2011, pelo Strike Force, lembrando que Walker nasceu em 1962, ou seja, naquela época ele tinha meros 49 anos. A luta terminou no primeiro round por nocaute.

          Antes de seguir para o treino de Walker, vamos conhecer mais algumas qualidades dele. Além de Running Back, ele foi competidor de Trenó Duplo, ou Bobsled, nas Olimpíadas de Inverno de 1992, terminando em sétimo, enquanto ainda era atleta de Futebol Americano. Também é faixa-preta 5° grau de Taekwondo, quase conseguindo participar da equipe olímpica dos Estados Unidos. Fora isso, lutou 2 vezes no Strike Force, 2 nocautes, um em 2010 e outro em 2011, respectivamente com 48 e 49 anos. Fora isso, ele sofre de dificuldades de fala e precisou tratar do Distúrbio de Personalidades Múltiplas, o qual já fez ele apontar uma arma para a própria cabeça e também o fez esquecer da temporada em que ele ganhou o Troféu Heismann, como melhor jogador da temporada Universitária de Futebol Americano.

          Agora o treino. Walker diz que era uma criança muito gorda mas que gostava de ver filmes de luta e de esporte, e via os atletas sempre fazendo flexões de braço e abdominais, resolveu ainda garoto que ele iria melhorar porque não aguentava ser importunado por mais ninguém. Começou a fazer flexões e abdominais vendo televisão, durante os comercias, e descansava durante os programas, era assim o dia todo. Aí você pensa: “E quando ele começou a levantar pesos?”. A resposta é: NUNCA (isso não quer dizer que ele nunca usou um halter ou barra na vida, ele só não utiliza isso como parte da sua rotina de treino). É difícil acreditar que um cidadão daquele tamanho nunca levantou pesos como parte do treino, porém segundo sua biografia e todas as outras biografias não escritas por ele, incluindo um documentário da ESPN, canal de esportes dos Estados Unidos, ele apenas seguiu sua rotina diária de flexões e abdominais. Por um tempo, enquanto atleta, ele fez agachamentos livres e barras, mas só para os treinadores dele pararem de perturbar ele, falando que o seu método era muito menos produtivo. Porém, ainda na universidade, quando os atletas de Futebol Americano foram fazer os testes de força no supino reto, ele foi o único a não se apresentar, ficando sentado no banco. Questionado do porque, ele disse que nunca havia feito aquele exercício e que achava que ia se machucar. O treinador viu aquele atleta extremamente forte e condicionado e não acreditou, convidou-o para o teste. Ele aceitou. O teste era de uma repetição máxima. Ele levantou 300 libras, o que equivale a 140 kg, levando-se em consideração o peso da barra de 20 kg, ele levantou 60 kg em cada lado da barra. É muito peso para quem nunca fez um supino. Questionado de como ele treinava, ele respondeu: “Flexões e abdominais”. Ninguém acreditou, alguns riram. O treinador falou em tom irônico, “você deve fazer umas 500 flexões por dia!!!”, Walker respondeu, “500 é pouco, 1500 eu diria”.

          De 750 a 1500 flexões de braço e de 1500 a 3000 abdominais espalhados pelo dia. Todos os dias. Esse é o treino de Walker.

          Moral da estória 1: Não é o treino, é o valor e a intensidade que você emprega nos seus treinos que te fazem uma versão mais forte de você mesmo.

          Moral da estória 2: Você não precisa de toneladas de proteína para para ganhar massa muscular, basta se puxar no limite dos treinos que o seu corpo dá um jeito de de se adaptar as suas necessidades diárias.

          E num vem com essa porra de “biotipo” porque isso num passa de muleta de aleijado! Desculpinha de merda!!!

Bonus Time!!!

Inspirado por Walker!!!

Corrida de 400m intensa – Tiro (ar livre ou esteira, tanto faz)

50 flexões de braço

50 sit-ups (abdominal remador completo)

20 minutos, quantas voltas forem possíveis.

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“Nós nos preocupamos demais. Nós nos preocupamos demais sobre tudo na vida. Eu acredito que é por isso que morremos, nós apenas nos preocupamos demais” – Herschel Walker

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